“Seria uma bobeada muito grande a Embraer não aceitar proposta da Boeing”, diz Ozires Silva

Seria uma bobeada muito grande a Embraer não aceitar proposta da Boeing”, diz Ozires Silva, um dos fundadores da companhia brasileira. Ele esteve nos estúdios da Rádio Piratininga nesta sexta-feira (11/01) para uma entrevista exclusiva e que vale a pena ser baixada no seu agregador de podcasts, no link ao final desta matéria.

O coronel e ex-ministro, ex-presidente da Varig e da Petrobrás tem um ponto de vista muito claro: não dava para a Embraer ficar isolada deste mercado. “A Embraer é muito dependente do mercado mundial de aviação. Tudo indica que no futuro tem que existir grandes empresas com grandes produções e variedade enorme de produtos modernos, competitivos”, disse Ozires.

Ele ressaltou ainda que o mercado de aviação no Brasil não é o forte da empresa brasileira de aviação e que “se a Embraer tentasse ficar isolada desse processo, do mercado mundial, coisa que hoje ela não está porque hoje é a maior fabricante de aviação regional, mas a aviação regional está se mostrando não suficiente para manter o número de empregos suficientes que há aqui em São José dos Campos e no Brasil. A administração se viu de frente com esse dilema. Seria uma bobeada muito grande não aceitar uma proposta dessa natureza para que as duas empresas somem esforços”, ressaltou o ex-homem forte da Embraer.

Para Ozires Silva, a tão discutida pauta dos empregos é uma questão que pode ser vencida, como foi no passado, quando a empresa tinha 3 mil empregados. Hoje são a 20 mil trabalhadores. Ele disse que “os empregos vão depender da competência técnica da Embraer”.

Confira na íntegra a entrevista à rádio Piratininga aqui.

Jesse Nascimento

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