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Prefeitura pode reduzir serviço de ônibus, caso não haja aumento de tarifa

Prefeitura de São José dos Campos pode reduzir serviço de ônibus, caso não haja aumento de tarifa autorizado pela Justiça ou, uma segunda alternativa, para não prejudicar a população, seria bancar algo entre R$ 18 a 20 milhões, que é o custo do sistema de transporte público, estimado pelo secretário Paulo Guimarães. Essa segunda alternativa levaria a Prefeitura mexer no orçamento de outras áreas, como saúde e educação, por exemplo.

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O poder executivo estima prejuízo de R$ 1 milhão sem aumento da tarifa de ônibus. Os novos valores deveriam ter entrado em vigor no último dia 28 de janeiro, quando a tarifa passaria de R$ 4,10 para 4,30 e o vale-transporte de R$ 4,70 para R$ 4,90. No dia 04 março, os valores para quem paga em dinheiro seriam atualizados para R$ 4,90.

O Secretário de Mobilidade Urbana de São José dos Campos, Paulo Guimarães, ressalta que o prejuízo pode significar ação contra a prefeitura no futuro. “A gente já tem cerca de R$ 1 milhão de prejuízo, que deixaram de ser arrecadados para o sistema de transporte público nestes quase 30 dias, e isso pode se transformar em uma ação de indenização, por parte das empresas contra a Prefeitura”, frisa o secretário. 

Caso haja uma decisão favorável à prefeitura na Justiça, não significa que os valores da tarifa entrarão em vigor imediatamente. “Isso vai depender da própria decisão da Justiça, que pode determinar a execução de um novo prazo”. 

Paulo Guimarães também ressalta que a demanda por ônibus pode ficar prejudicada sem o aumento e há duas alternativas:”ou a gente vai ter que reduzir o serviço, o que é péssimo para a população, ou vai ter que indenizar as empresas. Se o reajuste não for concedido e a gente manter a qualidade de oferta do serviço, a gente vai precisar indenizar as empresas complementando este valor e isso acaba saindo de outras áreas, como saúde, educação, cultura. Acaba afetando também outras áreas para manter o equilíbrio econômico do sistema e a oferta de serviço para a população”. 

Ouça trechos da entrevista com o secretário Paulo Guimarães:

Atualizada às 13h51 (28/02)

Jesse Nascimento

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