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Prefeitura de São José prossegue com bloqueio vacinal contra o sarampo

As equipes da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura prosseguiram, nesta quinta-feira (11), com ações de bloqueio vacinal para interromper a transmissão do vírus do sarampo, depois da confirmação, nesta semana, do primeiro caso da doença em São José dos Campos.

Pela manhã, os vacinadores estiveram em uma loja de departamentos no centro da cidade e em uma residência no bairro Palmeiras de São José, na região sul, por onde teriam circulados dois casos suspeitos da doença. Nestes dois locais, mais de 50 pessoas foram vacinadas.

No período da tarde, a equipe fez vacinação de casa a casa do Jardim Santa Inês 2, região leste da cidade, nas redondezas onde mora o bebê de 11 meses diagnosticado com sarampo, o primeiro caso confirmado na cidade.

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No período da tarde, equipe fez vacinação de casa a casa do Jardim Santa Inês 2, região leste da cidade – Foto: Charles de Moura/PMSJ

O trabalho dos técnicos da Secretaria de Saúde é mapear os locais por onde os casos suspeitos circularam e tentar localizar os possíveis comunicantes. Essa ação é necessária porque o sarampo é uma doença altamente contagiosa, de rápida propagação.

Todos que tiveram contato com o paciente estão sendo aconselhados a se vacinar. A dona de casa Rosária de Fátima, moradora do Jardim Santa Inês, aceitou tomar a vacina, mesmo acreditando já estar imunizada. “É melhor tomar a vacina para não correr nenhum risco. Como a equipe já está na porta de casa a gente tem que aproveitar essa oportunidade”, disse.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Ela é indicada para crianças de 12 meses, que devem tomar outra dose de reforço aos 15 meses de idade. Em São José dos Campos, a cobertura vacinal do público-alvo é de 89,3%.

Nos próximos dias, a Prefeitura continuará com a intensificação de vacinação em locais pontuais e nas Unidades Básicas de Saúde. Além do caso confirmado do bebê de 11 meses, estão sendo investigados outros 5 suspeitos.

Recomendação

O protocolo da Vigilância Epidemiológica recomenda o bloqueio vacinal indiscriminado de parentes e vizinhos dos casos confirmados e suspeitos. Neste caso, mesmo quem já recebeu duas doses deve tomar mais uma. Crianças de 15 meses a adultos de 29 anos sem o registro de duas doses, também devem tomar a vacina, assim como todos os profissionais de saúde.

Quem tem registro de duas doses na carteira, sem contato com casos suspeitos ou confirmados, não precisa tomar a vacina. Adultos acima de 29 anos sem registro na carteira devem tomar uma dose.

Gestantes e bebês de até 6 meses não devem ser vacinados. Já os bebês de 6 meses a 12 meses só devem ser imunizados se tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados. Os idosos (acima de 60 anos) também não precisam ser imunizados, pois entende-se que elas já tiveram contato com o vírus em algum momento da vida.

Em São Paulo, o foco da campanha tem sido a população de 15 a 29 anos, mais suscetível a não ter tomado a segunda dose da vacina.

Na dúvida, a Prefeitura orienta a população a procurar a unidade básica de saúde para atualização da carteira vacinal.

A doença

O sarampo é uma doença viral aguda, que apresenta como sintomas febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular). A transmissão é direta de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou espirrar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como escolas, creches, clínicas, meios de transporte.

As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de 6 dias antes do aparecimento da erupção cutânea e até 4 dias depois. Os sintomas aparecem em média de 10 a 12 dias desde a data da exposição.

 
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