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Prefeitura de Jacareí retoma obras do Turi com construção de piscinões na região leste

A Prefeitura Municipal anunciou a retomada das obras de despoluição do Córrego do Turi, que incluem a construção de três piscinões às margens da Rodovia Nilo Máximo, na região leste da cidade. Com investimentos para esta nova etapa que superam os R$ 15 milhões, as obras visam a construção de três piscinões, localizados nos bairros Jardim Pitoresco, Jardim do Marquês e Parque dos Príncipes.

O Córrego do Turi é o principal afluente do Rio Paraíba que cruza a área urbana de Jacareí, passando por bairros adensados como os da região da Avenida Siqueira Campos, Parque Itamaraty e Parque da Cidade, desaguando no Jardim Paraíba. “O projeto visa represar o córrego antes de ele chegar nestes pontos, para evitar transbordamento e alagamento nessas regiões”, explica o secretário de Governo, Celso Florêncio.

O processo licitatório estava interrompido desde o ano de 2015, quando a gestão do ex-prefeito Hamilton Mota (PT) encerrou o contrato com a empresa vencedora do certame. Para a retomada dos serviços, foram necessários finalizar o processo licitatório, novos estudos técnicos e a obtenção de licenças ambientais.

Em maio de 2018 foi aberta uma nova licitação, que já teve seu resultado, possibilitando a retomada das obras. De acordo com a atual administração, o novo prazo para a conclusão dos serviços é para janeiro de 2020.

Empresa que realizava a obra desde 
2009 é investigada na Lava Jato

A obra do Córrego do Turi, iniciada há dez anos em Jacareí, foi paralisada pela prefeitura em 2015. A empresa Galvão Engenharia S/A, que executava os serviços desde 2009, pediu recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro. Investigada na Operação Lava Jato, à época (em 2015) as dívidas da empreiteira no processo chegavam a R$ 1,84 bilhão.

Com o objetivo de evitar a falência, a recuperação judicial é uma espécie de trégua que a empresa solicita à Justiça para deixar de pagar fornecedores e credores.

Na época, em comunicado à imprensa, a empresa alegou que estava numa situação financeira complicada, que foi agravada pela ‘inadimplência de alguns de seus principais clientes, entre eles a Petrobras’. A empresa informou também que tinha 12 mil funcionários diretos e 50 mil indiretos trabalhando em todo o país.

A empresa decidiu incluir no processo de recuperação judicial a holding Galvão Participações, além da Galvão Engenharia. Na época, a construtora informou que tinha dívidas de R$ 410 milhões com fornecedores, R$ 700 milhões com bancos e R$ 30 milhões com ex-funcionários. Ela demitiu 1.700 empregados nos primeiros meses de 2015. A holding estava devendo mais R$ 700 milhões com títulos de dívida.

A Galvão Engenharia é uma das empresas acusadas de pagar propina para ex-funcionários da Petrobras a fim de obter contratos e aprovar aditivos. Ela nega as acusações.

Fonte: Diário de Jacareí

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