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Especial: Policial experiente da ROCAM orienta como agir em tiroteios e sequestros

Cabo Alves tem 25 anos de atuação na Polícia Militar
Cabo Alves tem 25 anos de atuação na Polícia Militar

O assalto ao Aeroporto Internacional de Viracopos, que sitiou uma região de Campinas na manhã desta quinta-feira (16/10), causou pânico entre pessoas que estavam no local, nas imediações da Rodovia Santos Dumont e entre moradores de um bairro onde os assaltantes fizeram reféns durante a fuga. A quadrilha, com pelo menos 12 bandidos, usou fuzis e metralhadoras, entre elas uma .50, com poder de derrubar aeronaves. Em questão de minutos, as redes sociais foram tomadas por vídeos de pessoas tentando se proteger durante um intenso tiroteio que durou vários minutos.

Em situações como essa, qual a melhor atitude a adotar para preservar a vida? O policial militar José Antônio Alves da Costa, o Cabo Alves da ROCAM (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) de São Paulo, explica que, em uma troca de tiros, é quase impossível um cidadão saber de onde vêm os disparos. “Não se sabe de onde vêm os tiros da polícia e dos criminosos. A primeira coisa a fazer é se abaixar e, depois de reduzir o risco de ser atingido, procurar abrigo seguro”, observa.

Com 25 anos de atuação na PM, Alves reforça a importância de escolher bem os locais para se abrigar. Tem que analisar o tipo de cobertura porque o fato de você estar abrigado não quer dizer que estará protegido. “Uma barreira de madeira, por exemplo, não seria a melhor escolha porque ela pode ser perfurada pelos disparos. É preciso escolher objetos sólidos como concreto, bloco de motor de um carro ou de uma motocicleta, um poste. Isso pode ajudar a proteger a sua vida. Fora isso, não há nada que se possa fazer contra um armamento dessa grandeza (metralhadora .50). É um poder de fogo muito grande”, diz.

Cabo Alves diz que a metralhadora .50 usada no assalto cinematográfico é de uso exclusivo das Forças Armadas. “É um armamento raro de se encontrar. No Brasil, nenhuma polícia de estado usa. Então, imagine o grau de dificuldade da polícia agir em assaltos de grandes valores com quadrilhas armadas com este equipamento”, pondera.

Nos casos de sequestro, orienta Alves, a vítima deve, na medida do possível, manter a calma e seguir as orientações dos criminosos. “Um sequestro é algo inesperado, é muito difícil passar por uma situação como essa. Ficar calmo é importante para manter a linha de raciocínio e tentar pensar no que vai falar e fazer para não provocar atrito com os bandidos”, comenta.

Alves diz que é importante tentar entender o que pode ser feito para colaborar com o sequestrador e evitar o pior. “A ideia é preservar a vida. É preciso colaborar com o criminoso, na medida do possível, porque não sabemos se você estará lidando com alguém desequilibrado ou com problemas psiquiátricos. Se a motivação do bandido for o roubo, tudo o que ele quer é fugir com o dinheiro. E, se algo der errado, eles podem ser violentos e matar alguém para que todos entendam que eles não estão brincando”, completa o policial

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