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Polícia Federal ouve Geraldo Alckmin em São Paulo

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin foi ouvido nesta última terça-feira (16) pela Polícia Federal (PF) como testemunha em um inquérito que, segundo ele, investiga formação de cartel. A PF, entretanto, não confirmou a que inquérito se refere o depoimento de Alckmin.

“Fui colocado como testemunha do processo que envolve cartel no Brasil inteiro na área de energia, transporte, hidrelétricas. No que eu pude colaborar, colaborei”, disse o ex-governador a jornalistas, após o depoimento na PF. “Vim aqui como testemunha para ajudar nesse inquérito”, acrescentou.

O ex-governador, que é da RM Vale, chegou à sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo por volta das 15h30 e deixou o local pouco antes das 18h, após falar rapidamente com a imprensa, não dando mais detalhes sobre o depoimento.

Alckmin prestou depoimento na tarde desta terça ao delegado Carlos Eduardo Pellegrini Magro, da Delegacia Fazendária da PF em São Paulo, no inquérito que apura o crime de formação de cartel internacional por empresas fornecedoras de componentes elétricos, entre elas a francesa Alstom e a alemã Siemens.

Contas bloqueadas 

Em outro processo, a Justiça de São Paulo bloqueou bens, contas bancárias e veículos em nome de Alckmin e de quatro executivos ligados à empreiteira Odebrecht. Na decisão, o juiz da 13ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo Alberto Alonso Munoz requer o bloqueio de bens até o limite de R$ 39,7 milhões. O bloqueio foi pedido pelo Ministério Público de São Paulo

Nesta ação, Alckmin é acusado de ter recebido R$ 7,8 milhões da Construtora Odebrecht em doações não declaradas à Justiça Eleitoral para a campanha ao governo estadual em 2014. O valor não está corrigido. O ex-governador disse que a “medida foi injusta” e que vai entrar com recurso.

“Eu acho uma medida injusta e nós vamos recorrer, com a consciência absolutamente tranquila e confiando na Justiça. Não recorri, mas o dr. Marcelo vai recorrer. Foi uma medida liminar que nos entendemos como injusta. Vamos recorrer e confiamos na Justiça”, disse.

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