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Justiça intima bancos a quebrar sigilo dos envolvidos no roubo da Câmara

A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário das contas envolvidas no caso que investiga o crime de estelionato na Câmara Municipal, que levou ao desvio de mais de R$ 317 mil da Casa em setembro de 2018. A decisão é assinada pela juíza da 2ª Vara Criminal de Jacareí, Fernanda Ambrogi, que determinou, na quinta-feira (28), que a ordem seja acatada pelas instituições no prazo de 30 dias. A quebra do sigilo bancário dos envolvidos foi uma solicitação da Polícia Civil. 

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Em nota, a Câmara informa que os investigadores já têm o conhecimento dos nomes das pessoas, valores recebidos e número das contas. As informações correm em segredo de Justiça, e estão sob a responsabilidade da Delegacia Seccional de Polícia de Jacareí. 

No total, sete contas foram reveladas em três instituições diferentes: Banco do Brasil, Banco Itaú e Caixa Econômica Federal. Nenhuma agência está localizada em Jacareí. A Polícia Civil já recuperou parte do dinheiro desviado, R$ 35 mil, que representam cerca de 12% do total.

“Estive conversando com autoridades envolvidas e o próximo passo é aguardar a quebra do sigilo das contas, que os bancos devem enviar nos próximos dias, para que possamos avançar até que se recupere o dinheiro roubado dos cofres da Casa”, disse Abner de Madureira (PR), presidente da Câmara Municipal.

Ocorrência foi registrada na 
delegacia um dia após o fato

O desvio de R$ 317.287,00 da conta corporativa da Câmara Municipal de Jacareí foi registrado na delegacia na tarde do dia 27 de setembro de 2018, um dia após o fato. De acordo com o boletim de ocorrência, o valor foi retirado da conta da Câmara em sete transferências diferentes, feitas via internet banking de forma sequencial. 

Diário de Jacareí apurou que o suposto ‘golpe’ foi iniciado após contato telefônico entre uma pessoa que se dizia funcionária do banco e o setor responsável na sede do Legislativo.

Na ocasião, a Polícia Civil enviou ofício ao Banco Santander pedindo informações sobre para quais contas o dinheiro foi transferido. “Só eles (o banco) podem esclarecer o caminho feito pelo dinheiro desviado”, comentou o delegado seccional assistente Tális Prado Pinto. 

Ainda segundo o delegado, a polícia pediu a identificação dessas contas, e a quebra de sigilo bancário para identificar os destinatários das transferências e o valor exato transferido para cada conta. 

Na ocasião, o banco informou que, inicialmente, não detectou irregularidades nas transações e a Câmara pediu bloqueio da conta durante a investigação. 

Angelo Ananias (Do Diário de Jacareí)

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