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Hepatite: Uma doença perigosa e silenciosa…

As hepatites virais fazem parte do rol de doenças silenciosas que podem se tornar graves. Para conter a disseminação da enfermidade, é fundamental entender as diferenças entre os quatro tipos de hepatites. O mais comum, segundo o Ministério da Saúde, é a hepatite A, transmitida por via oral-fecal, através do consumo de água, alimentos contaminados e de um indivíduo para outro. As hepatites B e C são transmitidas em relações sexuais sem preservativo, amamentação, compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas) e de higiene pessoal, como lâminas de barbear e alicates de unha. O último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde informa que os casos da doença são mais frequentes em homens de 20 a 39 anos.

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Prevenção contra hepatite é o melhor remédio

Milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus das hepatites B e C, mas não sabem. A doença pode se tornar crônica, com consequências mais graves como cirrose ou câncer hepático. As hepatites virais B e C são responsáveis por 60% dos casos de câncer de fígado e afetam 325 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para a infectologista e responsável técnica do serviço de vacinas do Sabin em São José dos Campos, Luciana Campos, o número de casos é preocupante, pois a hepatite é uma doença sem sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Ela explica que a prevenção por meio das vacinas é a melhor saída. “A vacina contra a hepatite A é disponibilizada em duas doses, sendo indicada a todas as pessoas a partir de 12 meses de vida. Já a vacina da hepatite B deve ser tomada em três doses – com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.  É recomendada a todas as faixas etárias. A imunização também faz parte da vacinação dos recém-nascidos e deve ser aplicada, preferencialmente, entre 12 e 24 horas após o nascimento como forma de prevenção da hepatite crônica, que atinge 90% dos bebês contaminados ao nascer”, diz a especialista.

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