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Estudantes, professores e representantes de entidades sindicais fazem protesto no centro de São José

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Estudantes de São José protestam contra o governo Bolsonaro

A Praça Afonso Pena em São José dos Campos foi o ponto de encontro na manhã desta quarta-feira de estudantes, professores e diversas frentes sindicais que se reuniram em um ato que acontece em todo Brasil pela educação e contra os cortes de verbas já anunciados pelo governo federal. Aproximadamente mil pessoas se concentraram na praça no chamado dia da “Greve Nacional da Educação”.

“Estudantes pesquisam, fazemos pesquisa. É um absurdo dizer que estamos fazendo balbúrdia nas universidades públicas. Estamos fazendo ciência, tudo em pró do desenvolvimento do nosso país. A Educação transforma, e estamos lá para transformar nosso país. Estamos aqui hoje na praça lutando por nossos direitos”, disse uma das estudantes que protestavam, que se identificou como Amanda, aluna da Unifesp.

Ouça a participação da estudante no “Jornal Piratininga!”

Amanda estava acompanhada não só de colegas, mas da mãe, que não se identificou, mas fez coro às palavras da filha, elogiando a atitude dos estudantes em buscar direitos. “Eles (estudantes) estão certos e estou aqui também, esse governo quer acabar com a educação”, protestou.

Os protestos são contra o corte orçamentário, o MEC anunciou contingenciamento total de R$ 1,7 bilhão para Escolas e instituições de ensino superior.

De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias, aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas.

O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo,  incluindo despesas obrigatórias.

Concentração
Concentração foi na Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões. Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir.

Fabricio Junqueira
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