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EDP investirá cerca de R$ 80 milhões para levar rede de energia segura a comunidades de baixa renda

 A EDP, distribuidora de energia elétrica do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo, investirá cerca de R$ 80 milhões para regularizar 100% dos núcleos mapeados com ligações clandestinas na área de concessão, levando assim, rede segura, eficiente e de qualidade a cerca de 50 mil famílias de comunidades de baixa renda. As obras tiveram início em abril e serão realizadas em 24 meses.

Guarulhos, Itaquaquecetuba, São José dos Campos, São Sebastião e Caraguatatuba são os municípios com maior quantidade de irregularidades já mapeadas, mas todas as cidades da área de concessão serão contempladas com o programa de regularização. As obras incluem, dependendo da característica do local, a instalação de poste padrão para as residências ainda não conectadas ao sistema da EDP, rede de distribuição em média tensão, posteamento, entre outras medidas técnicas para a execução completa dos serviços.

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Guarulhos, Itaquaquecetuba, São José dos Campos, São Sebastião e Caraguatatuba são os municípios com maior quantidade de irregularidades

Para reforçar a importância da utilização segura e eficiente da energia elétrica, após a conclusão dos serviços de rede em cada localidade, os moradores receberão visitas personalizadas dos Agentes da Boa Energia. Os técnicos comparecem às residências para orientações sobre uso consciente da eletricidade e Tarifa Social de Energia Elétrica, negociação de possíveis débitos em aberto com a Concessionária e substituição de lâmpadas de maior consumo por LED, que são mais econômicas, eficientes e sustentáveis.

Luciano Cavalcante, gestor executivo da EDP, ressalta que o fornecimento de energia regular é um passo importante para o desenvolvimento e progresso regional e que a atuação da Distribuidora depende de parceria com as prefeituras, já que as concessionárias de energia só podem atuar em localidades regularizadas pelo poder público municipal. “Este projeto é ambicioso e visa regularizar em 24 meses todos os dos núcleos mapeados pela Empresa. Queremos levar nossa energia com qualidade e segurança para toda a população”.

Riscos e prejuízos da ligação clandestina

De acordo com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee), ligação clandestina é a segunda maior causa de morte no país relacionada à energia elétrica, só perdendo para manutenção/construção predial. Entre 2009 e 2017 foram registrados 279 óbitos. Na maioria das vezes, as irregularidades são feitas de forma precária e expõe o responsável, vizinhança e até crianças a sérios riscos, como choques elétricos, curto circuitos e incêndios.

Além de perigosas, os famosos “gatos”, pioram também a qualidade do serviço prestado aos clientes regulares já que sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível a interrupções e oscilações no fornecimento de energia.

Estes consumidores também são prejudicados financeiramente, uma vez que a quantidade de energia perdida por furto e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estabelecer o valor da energia para cada área de concessão. O Estado também deixa de arrecadar o Imposto sobre Comercio e Serviço (ICMS), cobrado por meio da conta de luz, e, consequentemente, repassa menos verba para políticas públicas sociais voltadas à educação, saúde e segurança.

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