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Criança é picada por escorpião no Parque da Cidade em Jacareí

Uma menina, de oito anos, moradora do Jardim Mesquita (região central), foi picada por um escorpião no interior do Parque da Cidade, em Jacareí. A informação foi confirmada pela Prefeitura. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (4).

De acordo com a Prefeitura, a diretoria de Vigilância à Saúde realiza vistorias periódicas no Parque da Cidade, que permanecerá funcionando normalmente
De acordo com a Prefeitura, a diretoria de Vigilância à Saúde realiza vistorias periódicas no Parque da Cidade, que permanecerá funcionando normalmente

Em um novo comunicado oficial sobre o incidente, encaminhado à imprensa às 14h15 desta terça-feira (5), a Prefeitura de Jacareí informou que todo o procedimento adotado pela equipe médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Thelmo de Almeida Cruz seguiu o protocolo do Ministério da Saúde. A Unidade de Saúde está localizada ao lado do Parque.

“É importante frisar que a paciente, ao chegar na UPA, passou por consulta médica, foi medicada e orientada a ficar em observação na própria unidade por seis horas, visto que, a mesma, não apresentava sinais de náusea, agitação, vômitos ou outros sintomas que justificassem a aplicação do soro antiescorpiônico. Ela também realizou hemograma completo, exame de urina e dosagem de potássio, glicose, sódio e outros e todos estavam dentro da normalidade de uma criança desta idade”, reforça.

Ainda de acordo com a Prefeitura de Jacareí, em menos de uma hora em que estava em observação, os pais optaram por retirar a criança da UPA Dr. Thelmo ‘por acreditar que havia a necessidade da aplicação do soro’.

“Sendo assim, eles assinaram um termo de responsabilidade pela retirada da criança da unidade de saúde de Jacareí, contrariando as orientações médicas”, afirma a Prefeitura em nota.

“É importante destacar que a criança também não recebeu o soro antiescorpiônico no Hospital da Vila, em São José dos Campos e permaneceu em observação por cerca de três horas, retornando para a sua residência, conforme informações da própria unidade de saúde daquela cidade”, completa a Prefeitura de Jacareí.

MEIO AMBIENTE
De acordo com a Prefeitura, a diretoria de Vigilância à Saúde realiza vistorias periódicas no Parque da Cidade, que permanecerá funcionando normalmente. “Foram realizadas varreduras na noite de segunda-feira (4) e na manhã desta terça-feira (5), e nenhum foco de escorpião foi encontrado no local”, completa em nota.

CRECHE
Em março deste ano, uma creche municipal situada no complexo do EducaMais Jacareí, no Parque dos Sinos (região norte), chegou a suspender suas atividades por cerca de 30 dias por conta de uma suposta ‘infestação de escorpiões’. Na ocasião, as crianças que frequentam o local foram remanejadas para as unidades dos bairros Jardim Primavera, Jacarezinho (Centro) e Villa Branca.

A Prefeitura Municipal realizou ações no local e dias depois a creche voltou a funcionar normalmente.

O verão é época mais propícia
para o aparecimento de escorpiões

De acordo com o biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS), o problema é comum nas regiões urbanas especialmente no verão. “Cerca de 40% das ocorrências registradas em todo o país são nesse período. Por isso, a atenção deve ser redobrada nessa época do ano”, reforça o biólogo.

Ele explica que os escorpiões se alimentam de baratas, que são insetos domésticos e que nessa época do ano se proliferam, já que as condições climáticas são favoráveis para sua reprodução. “Eles invadem as casas atrás das baratas, mas acabam também buscando onde se alojar”, completa.

Se for picado, o biólogo recomenda que procure um serviço de atendimento médico o mais rápido possível. “A pessoa deve ser levada para o local mais próximo que tiver”, avisa. Geralmente, primeiro é aplicado um medicamento para aliviar a dor provocada pela picada do escorpião. E depois, se for o caso, é aplicado o soro antiescorpiônico. “O medicamento neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo”, esclarece o especialista.

A aplicação é geralmente indicada para crianças e idosos, considerados maior grupo de risco.

 

Fonte: Diário de Jacareí

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